infância feliz
Como é bom ser criança
Brincar na rua
fazer amizades duradouras
tempos que jamais iremos esquecer
todas as aventuras, os jogos as pirraças
como eu me divertia
sem hora, sem cansaço.
Poderia ficar horas na rua brincando sem preocupações
E quando o toque de recolher era dado
as feições eram iguais
Não estava cedo ainda, poderiam me deixar mais um pouco?
e a resposta era sempre a mesma
Não!
Mas é engraçado, na época aquilos era pior que a morte pra mim
mas agora entendo. Sem aquele não, a brincadeira iria continuar e na manha seguinte iria ficar chato brincar de novo.
Naquela época não tinha tantos modismos como o video game, não tinah tantos heróis na televisão, só o balão mágico e seu ursinho blau blau.
sim eu vou conseguir, eu vou conseguir
dizia a mim mesmo quando não conseguia transpor algum obstáculos do chefinho mandou.
E como era ruim para esse tipo de brincadeira.
Mas não me importava, o que valia a pena era estar junto da galera da rua, armar a rede de vôlei ou andar de bicicleta pelo quarteirão.
eta vida boa. Cada ralada no joelho, cada machucado me vem a memória.
que pena que esse tempo não volta atrás.
E não existia e nem vai existir coxinha melhor que o da tia Ortis ( não me lembro ao certo de como se escreve o seu nome tia!) nem o clube mais legal do bairro, que na verdade era uma meia água abandonada no terreno de frente a minha casa que eu e meus amigos cuidadosamente restauramos esse patrimonio da rua com sacos e mais sacos para tampar as telhas quebradas. E me lembrei é claro dos torneios de força disputados para ver quem conseguia quebrar mais telhas com a mão. cara eu sempre ficava de cara com o maurício, ele sempre ganhava e eu não aceitava aquilo. Afinal de contas EU era o japôneis ali.
Ah esse tempo não volta nunca mais...
E o primeiro amor então? que loucura, como é bonito o sentimento de uma criança quando está gostando de alguém. eu me lembro de tudo, do esforço que foi economizar na mesada da semana pra comprar algo bacana pra dar pra ela. Acredito que o meu gosto não era aquelas coisas naquela época, mas para mim aquele presente era o máximo. Um anelzinho escolhido a dedo, e olha que eu demorei pra escolher heim! E o nervossísmo. O que falar pra ela, o que dizer pra conquistá-lá. Se hoje em dia já é difícil falar isso pra alguém, imagina naquela época, com apenas 10,11 anos de idade. Aquele foi o dia mais nervoso da minha vida. Aquele trajeto da escola pra casa nunca tinha fora tão longo.
E infelizmente, todo aquele esforço não adiantou nada meu primeiro amor também se tornou meu primeiro fora. e adivinha pra quem? Pro maurício. Ele sempre ganhava de mim. heheheh
Mas são coisas boas de se lembrar e ver que ainda continuamos os mesmo, só que agora sem tempo pra brincar. Mudaram as brincadeiras, mudaram os interesses, mas o que não mudou foi a saudade de estar ali, com meus amigos por perto. A gente cresce e acaba se afastando e isso dói.
Mas o mais legal é reencontrar esses amigos e perceber que pelo o que parece eles continuam iguais.
Rê um super beijo pra você e tenha a certeza que te quero muito bem.
Um beijo e um abraço que infelizmente nunca pude te dar.
Tom
